segunda-feira, 7 de maio de 2012

OMS está perto de acordo para combater comércio ilícito de tabaco

Países votam texto em novembro, mas ainda discutem isenção de impostos e vendas pela internet


GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) está perto de firmar um acordo que estabelece diretrizes internacionais contra o tráfico de cigarros. De acordo com o órgão, a maioria de seus 174 membros concordam com o texto, que será submetido à votação na convenção de novembro, em Seul, na Coreia do Sul.


Ásia e Estados Unidos são as regiões com o maior índice de consumo de tabaco - Agência Estado
Agência Estado
Ásia e Estados Unidos são as regiões com o maior índice de consumo de tabaco
O doutor Haik Nikogosian, da Quadro da Convenção de Controle de Tabaco da OMS, disse que o acordo ainda precisa ser discutido em alguns pontos, como a isenção de impostos e as vendas de cigarro via internet, mas afirma que a maior parte do texto já foi dada como aceita pelos países.
De acordo com Nikogosian, cerca de US$ 50 bilhões em impostos se perdem anualmente em todo o mundo devido ao comércio ilícito de tabaco.
Estados Unidos, Indonésia, Argentina e Suíça estão entre alguns dos países que não participam das negociações do tratado. A Ásia é a região que registra o maior índice de consumo de tabaco do mundo. Os americanos também ocupam uma posição elevada no ranking.

Mortes causadas pelo tabaco triplicaram na última década

Fundação Mundial do Pulmão afirma que companhias criam obstáculos para o combate ao fumo.

No documento, que celebra o 10º aniversário do seu primeiro Atlas do Tabaco, a fundação e a Sociedade Americana do Câncer afirmaram que, se continuarem as tendências atuais, um bilhão de pessoas morrerão somente neste século por causa do consumo de tabaco e da exposição e ele - o que corresponde a uma pessoa a cada seis segundos.
O tabaco matou 50 milhões de pessoas nos últimos dez anos e é responsável por mais de 15% de todas as mortes de homens adultos e por 7% das mulheres, segundo dados do novo Atlas do Tabaco. Na China, o fumo é a principal causa de morte, com 1,2 milhões ao ano, o que deve piorar ainda mais em 2030, o índice subirá a 3,5 milhões de pessoas ao ano.
Michael Eriksen, um dos autores do relatório, afirma que se não houver ações, o futuro reservará projeções ainda piores. "O número de pessoas que morrem por causa do tabaco está crescendo em países em zonas de desenvolvimento, particularmente na Ásia, na África e no Oriente Médio", detalhou.
Quase 80% das pessoas que morrem de doenças relativas ao fumo são de países onde há grande quantidade de população de baixa renda. Na Turquia, 38% das mortes de homens adultos decorre por causa do cigarro, embora o tabaco também seja a principal causa de morte entre as mulheres nos Estados Unidos.
O presidente-executivo da Fundação Mundial do Pulmão, Peter Baldini, acusou a indústria do tabaco de aproveitar a ignorância sobre o verdadeiro efeito do produto e a "desinformação para minar as políticas de saúdes que poderiam salvar milhões de vida".
Segundo o relatório, a indústria intensificou sua luta contra as políticas antitabaco, movendo ações legais e atrasando ou detendo a introdução de maços sem rótulos, a proibição do consumo do cigarro em lugares públicos, a proibição da publicidade e as advertências sanitárias nos pacotes dos produtos.
As seis principais fabricantes de produtos de tabaco do mundo tiveram lucros de US$ 35,1 bilhões em 2010, o equivalente ao faturamento da Coca-Cola, da Microsoft e do McDonald's juntos, de acordo com o Atlas.
Mais de 170 países assinaram um pacto de 2003 da Organização Mundial da Saúde (OMS) se comprometendo a reduzir as taxas de fumantes, limitar a exposição dos fumantes passivos e frear a publicidade e a promoção de produtos de tabaco.Via Coopsaudegaroto

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