sábado, 22 de junho de 2013

Imprensa mundial destaca promessa de Dilma e pressão da Fifa por segurança

Com os olhares atentos ao Brasil por conta da disputa da Copa das Confederações, a imprensa mundial prestou grande atenção ao pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, na noite da última sexta-feira. A promessa mais destacada foi a da capacidade do País fazer uma "grande Copa do Mundo", em meio a pressões da Fifa sobre a segurança dos eventos.


Paulo Afonso Cavalcanti A grande mídia só vê a miudeza, parece que não percebe o que houve de grande no pronunciamento da presidenta, que afirmou que todo o dinheiro do petróleo será destinado à educação e que importará médicos para o trabalho do SUS, principalmente no Norte e Nordeste, onde faltam médicos. O resto é RESTO, se a FIFA tivesse um plano B e levasse a Copa para bem longe, seria um favor ao país.

Luiz Müller Pra todo o dinheiro do Pré Sal ir para a educação, é preciso que o congresso aprove a MP que está no Congresso e que os Deputados pra variar, querem barganhar. O Movimento Estudantil tem que colocar o bloco na rua rápido, senão o toma lá da cá do congresso pode até piorar a situação. 100% dos Royalties do Petróleo para a Educação Já!!

Paulo Afonso Cavalcanti Exatamente Luiz Müller, e a nossa presidenta colocou os parlamentares numa saia justa.
Ed Lascar O GRANDE ERRO NO PRONUNCIAMENTO DE DILMA: PROMETER A 'IMPORTAÇÃO' DE MÉDICOS

A presidente Dilma Rousseff pisou numa casca de banana no pronunciamento que fez ao povo brasileiro na noite dessa sexta-feira: prometeu “trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde)”.

Outras duas propostas concretas foram feitas por Dilma, no âmbito de um “grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos”: elaborar um plano nacional de mobilidade urbana e destinar todo o dinheiro dos royalties do pré-sal para a educação. Nenhuma das duas atrai oposição encarniçada. Mas não é o que ocorre com a ideia de importar médicos estrangeiros. A ideia é bombardeada pela classe médica – e não só por ela.

O propósito de trazer 6 000 médicos cubanos para atuar em áreas carentes de mão de obra, como as regiões norte e nordeste, foi anunciado em maio pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Ela é motivada por razões ideológicas – a afinidade do PT com a ditadura dos irmãos Castro – e não pela qualidade da formação dos médicos cubanos.

Embora produza médicos em proporções industriais, a medicina de Cuba é uma das mais atrasadas do mundo. Como mostrou reportagem de VEJA publicada em 15 de maio, “a incompetência dos médicos de Cuba já foi atestada no Brasil. Nos últimos dois anos apenas 5% dos médicos com diploma cubano que vieram para o Brasil passaram na prova do Revalida, criada pelo governo brasileiro para que formandos no exterior comprovem sua aptidão”.

Diante da resistência despertada pela proposta, o ministro Alexandre Padilha declarou em junho que o governo faria convênios, também, com Portugal e Espanha. Não bastou para arrefecer as críticas. O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d’Ávila, por exemplo, atacou duramente Padilha dizendo que a medida era eleitoreira – o ministro é cotado para disputar o governo de São Paulo.

Num discurso que pretendia unir os brasileiros em torno de causas incontroversas, a ideia dos médicos importados surgiu como um corpo estranho, tendo o defeito adicional de ser um paliativo duvidoso e não uma solução estrutural para um dos problemas que mais afligem o brasileiro, a qualidade do atendimento público de saúde.  Teve muitos outros! Foi uma embromação federal!!!!

Lorena Forato A polêmica sobre a importação de médicos é explicada pelo deputado no vídeo:



Marco Lisboa A destinação do dinheiro do pré-sal para a educação é um projeto que já estava na câmara. Foi recauchutado para parecer que era uma medida nova. A importação de médicos era um balão de ensaio lançado pelo Padilha, que queria usá-la para inflar a sua candidatura ao governo de São Paulo. Foi combatida pelos médicos e por suas associações e estava em stand by. Foi um meio-pacote mal amarrado. A proposta de dialogar com representantes sindicais e estudantis veio para colocar de volta a cena política UNE e CUT, que perderam espaços para a voz da rua. Este governo não tem um projeto pronto, com medidas estruturais para saúde, educação, segurança, infra-estrutura, etc. Tem gambiarras e pacotes. A situação do SUS seria muito simples se se resumisse a falta de médicos. E ninguém é contra a importação de mão-de-obra. Somos contra a gambiarra. Contra a demagogia. Quando Dona Dilma falou em combater a corrupção, deveria ter ficado vermelha. Os mesmos ministros que foram defenestrados na primeira leva estão de volta indicando seus sucessores e loteando o segundo escalão. A base aliada sentiu cheiro de sangue e vai cobrar muito caro o apoio ao governo daqui para a frente. E qual é a moeda de troca deste governo: o loteamento do estado, ou seja, mais corrupção. O discurso parecia aquela propaganda da Wiskas, onde o gato só quer escutar a palavra mágica. A Fifa escutou segurança e ignorou o resto. O povo só escutou que vai haver diálogo. Os partidos da esquerda governista só escutou a parte em que eles aproveitam para aparecerem. A classe média assustada só escutou que não vai haver tolerância para o vandalismo. Os prefeitos, governadores só ouviram a parte em que se fala de um plano nacional, ou seja, mais verbas. Foi um tremendo blá´-blá. Eu só prestei atenção no dedinho, que ela segurou até o fim, mas que voltou. Dona Dilma está morrendo por dentro por ter que falar que vai ouvir as críticas.

Lorena Forato O pronunciamento desse médico me atinge e choca. Estudo há 2 anos em busca de uma vaga para cursar Medicina em uma faculdade pública que tenha qualidade suficiente para formar MÉDICOS. O processo seletivo vergonhoso e desnecessário que é o vestibular é a prova viva de que o país precisa mudar também nesse aspecto. Milhares brigam por uma cadeira na faculdade, outros tantos por condições para trabalhar em prol da população e a solução encontrada pelo governo é muito simples: importar médicos.

Marco Lisboa O que há por trás deste discurso é: pobre é bonzinho. Como ele não tem um médico de primeira, vai achar ótimo ter um de segunda e vai agradecer, em vez de reclamar. Esse é o elitismo real, que divide os cidadãos em primeira e segunda classe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário