quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

CPI DO NARCOTRÁFICO NO ES - DEBATE FACEBOOK

Allan Claudio Mello TRECHO DO RELATÓRIO OFICIAL DA CPI DO NARCOTRÁFICO NO ES

"Que no Estado há uma forte resistência a qualquer
pessoa que fale da existência do crime organizado. Que delegados, e pessoas mencionadas como integrantes do crime organizado, apresentam uma variável que é digna de nota e em geral são pessoas que apresentam sinais exteriores de riqueza."
 
Alexandre Caetano C/ todo respeito, Allan Claudio Mello, acho que a CPI do Narcotráfico foi muito importante p/ o ES naquele momento (2001) em que as instituições do Estado estavam contaminadas pela infiltração do crime organizado, mas o relatório dela relativo ao ES possuia muitas inconsistências, questões foram colocadas sem que acha qualquer simetria c/ qualquer depoimento ou investigação, etc....dando que dele não saiu nenhuma denúncia produzida pelos Ministério Público Estadual e Federal. 
Allan Claudio Mello Verdade, o que é de se estranhar, pois nesse período de 2001 até hoje tivemos vários escândalos e indícios concretos de pessoas envolvidas com o crime organizado, e friso aqui, é de se estranhar que não tenha dado em nada! Ou seja, será que o crime organizado serve somente para bandeira política? Caro Alexandre Caetano, existe mais verdades nesse relatório do que possamos imaginar, agora a pergunta é: "Será que realmente queriam investigar?" #FATO
Alexandre Caetano As CPI´s costumam estar muito mais preocupadas com repercussões midiáticas do que c/ a consistência e coerência jurídica de suas conclusões. A CPI do Narcotráfico não foi diferente e lançou p/ o estrelato um obscuro deputado federal que era mais conhecido pelo grupo de pagode gospel e que, depois dela, se elegeria senador...
Me lembro que, quando a CPI esteve aqui, se não me engano em 2000, o deputado Cabo Júlio, então do PL de MG, fez uma ruidosa entrevista coletiva, onde falou de dinheiro que terai sido repassado pelo então presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Carlos Gratz a vários outros deputados....ocorre que, como não havia passado ainda o prazo p/ entrega de declaração de imposto de renda, eles alegaram que eram empréstimos e iam declará-los...uma informação sigilosa que o deputado recebeu do Ministério Público Federal (MPF) e cuja investigação foi arruinada...Aliás, eu vi alguns dos depoimentos. Eram lamentáveis....
Fernanda Tardin ‎12 anos depois de 'banido ' o crime organizado do ES e diante do cenario que faz dos poderes JUDICIARIO< LEGISLATIVO< EXECUTIVO........ serem servis a el rei........... qual o nome que foi batizado a 'uniao' dos poderes aí no ES? 
Alexandre Caetano Veja, que na época de Gratz, el rei do crime foi convidado até a participar do lançamento de ong´s....O que não aconteceu depois....
Fernanda Tardin não sei o que aconteceu, diga aí vc. que é bem informado. que aconteceu? Só sei que naufragou-se muita coisa.......e se está falando do IGRAT - Instituto de DH Graça Tardin ( sua amiga de faculdade) o lançamento da ONG foi em janeiro de 2004. Um Edital no Jornal convocou a todos ( conforme LEI) para ir a assembleia de constituição. O resto são histórias que nunca foram provadas, hoje tegiversada, mas que sempre, como presidente por dois mandatos do IGRAT provoco para hoje, depois que o 'senhor da razao' passou , o tempo mostre de fato o que e quem é quem. De uma coisa é certa: Tem tempos que me alegro ao ver os que em 'nome da moral' covardemente inventaram as histórias e NUNCA arcaram com o crime de difamação e calunia. Muitos passaram, outros registraram uma história imoral, outros nem sequyer conseguem olhar para a minha cara. Enfim.... viva o senhor da razao o TEMPO.
Marcos Rebello Observação importante: O que deve ser entendido é que uma CPI não significa que o apurado será colocado na justiça e julgado. O proprio título diz: INQUÉRITO. Apenas inquérito. Quem decide o que fazer com o que foi descoberto são os politicos no Congresso. O Ministério Público ou o próprio CCJ por si sós não podem fazer nada se não forem acionados. Aí está a democracia nas mãos dos grandes interesses. Por isso não querem Reforma Politica, porque estragaria a festa. Enquanto isso, o narcotrafico come solto, e a bandidagem sabe que pode contar com a politicalha porque é muita grana rolando por todo lado e de cima abaixo. 
Laerte Henrique Fortes Braga Esse debate comporta algumas ponderações que transcendem a questões partidárias e visões restritas de um problema que é consequência de um modelo, de um sistema. O Espírito Santo não é uma ilha em termos de crime organizado e nem CPIs, como já dito aqui com propriedade, punem eventuais culpados. Tentar cingir o crime organizado a uma pessoa, ou a um grupo de pessoas é desconhecer uma realidade que hoje é mundial e é institucional. Ou seja, o Estado como instituição, em qualquer nível, é o grande criminoso. Beira-mar é fichinha perto de qualquer banqueiro, perto de qualquer grande empresário, ou conglomerado de empresários, ou de latifundiários. Há um trabalho de Michael Hudson sobre os bancos e de como os bancos romperam o contrato social que define desde a bolha que envolve o Estado instituição e o mantém refém de acionistas banqueiros, grandes corporações, latifundiários, como é possível enxergar em cada dimensão - nacional, estadual ou municipal - a presença desse sistema perverso, criminoso. O fato do estado do Espírito Santo ter se tornado tristemente famoso por conta do crime organizado, não significa que isso privilégio é do Espírito Santo. Isso existe em Minas, em Roraima, em qualquer canto da Europa hoje, dentro dos EUA, na crise maior, a crise do capitalismo. O crime é decorrência disso. Do modelo. É bobagem achar que afastar uma pessoa, ou outra, criminosa ou não, ou que uma CPI vá transformar a realidade num paraíso. O que é um banqueiro? O que é Ermírio de Moares? O que são as empreiteiras? Os latifundiários? Tentar cingir o debate à visão de um partido que está dentro da bolha, logo jogando o jogo com as regras estabelecidas por dentro, é o mesmo que ignorar a conjuntura, isso não é possível, somos vitimas ou produto dela, ignorar os que criam a conjuntura é ignorar o significado da expressão crime organizado. O traficante da esquina é só o traficante da esquina. Paulo Hartung controla a maior quadrilha do Espírito Santo, como Aécio a de Minas, o PSDB a de São Paulo e assim por diante. Mas como estão dentro da bolha, são parte da bolha, jogam o jogo do faz de conta que é assim, que o problema está resolvido a partir de um pagamento à mídia para dizer que está tudo às mil maravilhas, cria-se a percepção equivocada que dentro da bolha vai ser possível resolver tudo, ou pior, que é possível acreditar nos vagidos que a bolha emite. Nada disso. O conceito de crime organizado é bem mais amplo, o debate ou será feito dentro dessa visão, ou vai transformar-se em jeito estreito e bitolado de entender o problema, fazendo com que caia o nível e sem levar a lugar algum. O tráfico não é Beira-mar. O banqueiro criminoso não é só o cara do Itaú (lucra bilhões e demite quatro mil). O estardalhaço com uma CPI não elimina a conjuntura criminosa construída dentro da bolha que massacra os que fora dela estão - trabalhadores com ou sem consciência de classe. Veneração e culto acendrados por um partido não se transformam em solução, pois não há verdade absoluta, existem sim caminhos democráticos e corajosos para o caminho, que certamente não estão nos nossos umbigos e em situações particulares. O Espírito Santo, repito, como Minas, como São Paulo, como o Brasil, como a Europa, os EUA, somos todos conduzidos pelo crime organizado em sua dimensão maior e a dimensão menor, acaba se beneficiando disso. Ignorar essa realidade é não debater coisa alguma, fica parecendo briga de adolescente, aquele que cuspir primeiro toma ou leva o primero murro. Os criminosos banqueiros adoram. Paulo Hartung então, nem se fala. Vai continuar "criminando" diante dos olhos dos inocentes ou nem tanto. O trabalho de Michael Hudson a que aludi está no link https://mail.google.com/mail/?shva=1#inbox/1355b7878898d0fb 

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