segunda-feira, 18 de abril de 2011

PT escala Lula para buscar acordo por reforma política

Postagem Dag Vulpi 18/04/2011 20:02

publicado em 18/04/2011 às 19h43
Ex-presidente se reuniu com cúpula do partido em São Paulo para iniciar discussões.
Aos poucos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai armando seu retorno à cena política. Nesta segunda-feira (18), ele se reuniu em São Paulo com integrantes da cúpula petista e foi convidado pelo partido para participar do debate de propostas para a reforma política.

Em entrevista concedida após o encontro, o deputado estadual Rui Falcão (SP), presidente em exercício do PT, afirmou que Lula já manifestou interesse em procurar os demais partidos para iniciar um diálogo que viabilize a aprovação da reforma política.

Ele negou, porém, que o ex-presidente vá desempenhar o papel de “condutor” do processo, embora sua participação seja “fundamental”.

- O presidente Lula pode ser um catalisador desse amplo movimento, que não será apenas do PT.

Falcão ressaltou que, embora a iniciativa seja do PT, a intenção é construir consensos, sem imposições. A princípio, a sigla pretende buscar apoio na base aliada, mas o deputado não descartou sentar à mesa também com a oposição. “Todos serão procurados”, disse.

- Você não fará a reforma política só com um partido. É preciso fazer um movimento amplo. Em outro momento, as eleições diretas só se viabilizaram no país depois de um amplo processo.

Segundo o presidente do PT, o item principal da pauta do partido é o financiamento público de campanhas, pois há o entendimento de que essa seria uma forma de combater a corrupção e baratear o custo das eleições. Outros pontos da agenda são o voto em lista fechada e o fim das coligações para disputas proporcionais.
Além dos partidos políticos, Lula e o PT pretendem mobilizar a sociedade para a discussão. O partido quer ouvir as reivindicações de centrais sindicais, movimentos sociais e demais agremiações. Outra intenção é analisar reformas realizadas em outros países para que sirvam como exemplo.

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira, ressaltou a necessidade de fazer a reforma política também para superar uma situação de “insegurança jurídica” que, segundo ele, hoje prejudica o sistema eleitoral brasileiro.

- Você vota, elege e depois a disputa continua nos tribunais. Há uma excessiva regulamentação da Justiça Eleitoral.

O encontro de Lula com a cúpula do PT ocorreu na sede do Instituto da Cidadania, na zona sul de São Paulo. Participaram, entre outros, o líder do partido no Senado, Humberto Costa (PE), os senadores Ana Rita (ES), Wellington Dias (PI) e Jorge Vianna (AC), os deputados Ricardo Berzoini e Erika Kokay (DF) e o secretário-geral da legenda, Elói Pietá.

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DEBATE BATE PAPO VIA GRUPO FACER
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José Bazilio Acho que o fundamental nessa iniciativa é a participação da sociedade nos debates.
Dagmar Vulpi Será que o companheiro Lula vestirá a camisa e defenderá o sistema de voto por lista fechada? Falo por mim: Sinceramente espero que não!
José Bazilio Acho que todos esperamos isso companheiro Dagmar, pois todos temos o direito de escolher nosso candidato. Por que como eu, muitos escolhem o candidato que apresentem as propostas que chamem mais a atenção de cada um, não por causa do partido.
Dagmar Vulpi Pode estar certo José Basílio, a única coisa que me chamou a atenção foi o partido comunicar que quer ouvir as reivindicações de centrais sindicais, movimentos sociais e demais agremiações. O chamariz da reportagem que é a possibilidade do Lula buscar acordo entre os partidos, não despertou-me grandes esperanças, até porque não pactuo com a proposta de reforma política com lista fechada defendida pelo PT. Abs
José Bazilio Sem dúvida Dagmar, acho que tem um dedo do Lula aí, mas nada mais democrático que isso, não? Mas agora é esperar pra ver como os outros partidos vão encarar tal iniciativa.
Dagmar Vulpi José Basilio, o que existe são duas vertentes, a do PT e sua base aliada, que seguem a mesma cartilha e o da oposição, que fala como se não concordassem pelo simples fato de ser oposição, mas que, no fundo também preferem o sistema de voto... por lista fechada. No fundo todos estão preocupados em fortalecer seus partidos e garantir que as regras do jogo, caso mudem, sejam para facilitar ainda mais suas reeleições. Eles não querem abrir o mercado da política, para quem está com mandato está ótimo, para que correr o risco de mudar as regras de um jogo que eles ganham sempre? Abs
José Bazilio Com certeza Dagmar, justifica muito bem o porque de entrar em pauta a questão do voto de lista fechada. Mas isso é nos privar de escolhar nosso candidato independente de seu partido. E isso não podemos aceitar.

     

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